To Buy or Not To Buy?

Para muitos fashionlovers, comprar pode ser mais do que um simples ato de adquirir desejosos bens. Sabendo escolher a peça certa, uma simples compra pode se tornar num bom investimento futuro. É claro que a ideia não é sair por aí à procura de boas oportunidades de revenda, mas se a compra além de boa e produtiva poder lhe converter em dinheiro mais tarde (nunca se sabe o dia de amanhã, hã?), melhor ainda!

Pensando nessa consciência cada vez maior entre os consumidores, o site americano de vendas de artigos de luxo The Real Real lançou um aplicativo para iPhone, o RealBook, que dá dados de quanto os itens particulares de grifes valem no mercado de revenda. “Nosso departamento de relações estava recebendo chamadas regularmente de clientes indecisos entre a Louis Vuitton Speedy e a Epi e queriam saber qual delas tem o melhor valor de revenda”, disse o chefe RealReal Merchant, Rati Levesque.

“A jaqueta biker Balenciaga, a Boy ou a Clássica Chanel, a Luggage – Celine e a Louis Vuitton Neverful – são os itens com o melhor valor mais revenda.” Mas se você quiser realmente fazer dinheiro, o conselho dos especialistas é ir para as peças especiais. Considerando que o acesso aos clássicos é mais fácil, qualquer coisa em lista de espera ou de edição limitada é sempre a melhor opção para revenda. Na Chanel, o conselho é apostar na 2.55 ou num item sazonal e ignorar os totes, pois tem mau retorno de investimento, diz a CEO Tradesy Tracy Dinunzio.

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Atualmente, itens como a bolsa Chanel Lego e os brincos tribais Dior, que são incrivelmente difíceis de encontrar em loja, estão sendo vendidos acima do valor de varejo. As Birkins podem facilmente serem  vendidas com preço acima do mercado, pela mesma razão. Uma outra categoria que Dinunzio relata que continua crescente é a de relógios de luxo, especificamente Rolex ou Cartier. “Compra-se um relógio por $ 1.500 este ano e consegue-se vendê-lo por US $ 3.000 em dois anos”, explica ela.

O que nos leva para o ponto ainda mais mais importante: vender o mais rapidamente possível. O truque aqui é não esperar. “Quanto mais cedo você se desfizer da peça, mais dinheiro consegue”, diz Levesque. Você pode fazê-lo no prazo da temporada, especialmente com aquelas peças limitadas, e recuperará ainda mais dinheiro. E atenção: o melhor retorno sobre o investimento vem dos acessórios. Roupa tem pouquíssimo valor de retorno. Estima-se que cerca de 75 % a menos do valor de varejo, mesmo que ainda com etiquetas. Já os acessórios vendem mais e melhor em todas as plataformas. “Isso é apenas em virtude do fato de que eles suportam menos desgaste”, explica Lévesque.

Sapatos, no entanto, são diferentes. “Sapatos têm um menor valor de revenda, acho que pela razão óbvia de que eles se desgastam mais fácil, visto que além de tomar o formato do seus pés, temos a tendência de usá-los mais”, diz Levesque.”Entretanto, a sola vermelha é sempre um vencedor no mercado de revenda”, afirma. “Desde que inauguramos o site, quase dois anos, Louboutins consistentemente comandam o maior retorno sobre o investimento na categoria de sapato.”

Quanto mais original mantiver a embalagem, mais ele ele valerá na hora da revenda. “É impressionante o quanto, por exemplo, manter o seu saco de sapatos, aumenta o valor. As pessoas querem se certificar de que tudo está lá, por isso, quando fazem a compra querem se sentir como se estivessem comprando um novo”, afirma.

Mas o cuidado é fundamental. Se está a pensar em vender alguma de suas valiosas “it-pieces”, vale a pena ter muito cuidado para que seus sapatos não fiquem arranhados. Colocar os dedos dos pés com ajuda de um papel de seda e proteger sempre as valiosas solas vermelhas (especialmente para Louboutins) são sempre uma mais valia. Já as bolsas, aceitam-se que tenham um ligeiro desgaste na parte inferior, mas se a ideia é mante-la impecável, vale a pena levá-las para “exames anuais” na marca, especialmente se for em couro – dizem os especialistas.