Afinal é Talho ou Restaurante?

Agora imagina: você sai para comprar carne num talho que lhe disseram que tinha boas carnes, chega lá, há uma “hostess” a cuidar das reservas e dos pedidos. Você estranha. Quando olha então para dentro do ambiente, a primeira impressão é de um talho e mercearia, porém em bom. Um ambiente onde a decoração rústica e moderna e a apresentação dos produtos gourmets chama a atenção. Entretanto, pelo movimento da casa e a simpatia dos que vai encontrando no caminho, logo percebemos que não se trata de um Talho qualquer, ou ainda, de uma mercearia, como imaginado. Trata-se de um espaço único, um restaurante onde come-se maravilhosamente bem e, que ao final, se desejar, tem a opção de comprar os produtos por eles utilizados e levar para casa. Bom, mas já aviso: pode até comprar, mas fazer como eles fazem, duvido que consiga!

Ali a especialidade, como não poderia deixar de ser, é a carne. Como eles mesmos dizem, a ideia é “transformar, testar, criar e descobrir novas formas de a saborear e cozinhar”. Para os apreciadores, de certo que já desperta interesse. À frente da “cozinha laboratório” está o chef Kiko e a sua equipa e os produtos que criam ficam à venda no talho. O conceito, pelo menos para mim, é inovador e realmente foi uma experiência interessante a minha, quer dizer, a nossa, minha e do meu parceiro de tudo – inclusive de garfo, o meu amado marido.

Tenho imeeeennnsssaaa pena de não ter anotado os pratos que pedimos e, infelizmente não ter encontrado mais informações no site (aliás, se alguém do Talho ver esse post e reconhecer os pratos pelas imagens, por favor, envie-me que faço as devidas alterações, ok? 🙂 ), mas lembro-me perfeitamente bem do foie-gras que pedimos de entrada, que veio numa apresentação linda, com cereais tostados, gelatina de sake e fortuna cookie. Lembro-me também que estava uma delícia tanto o meu prato quanto o do meu marido – claro, sempre provamos um do outro, e que num havia uma carne com couscous e vegetais e no outro havia porco preto com uma massinha negra que não me lembro o nome, enfim… Talvez não tenha feito mal em não anotar, pois as cartas são alteradas frequentemente, de forma que sempre tenha um novo menu quando você lá voltar. Inteligente, hã?!

Ah! E se achou que por serem especialistas em carnes pecam nos doces, errou! Uma explosão de sabores foi o “parfait” de erva príncipe com trio de mini creme brulée – que parecem pasteis de natas de três diferentes sabores e gelado de goiaba que veio sob uma massa crocante. A chef responsável das sobremesas, que por sinal soube que é minha conterrânea de São Paulo, é fantástica no que faz. Não sou muito fã de sobremesas que não tenham chocolate, mas confesso que aceitei a sugestão do simpático garçon que nos atendeu, e AMEI a sobremesa! Estava soberba!

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Bom, o que mais falar de O Talho? Mais nada! Agora você tem que ir lá e conhecer!

Ah! Mas não se esqueça de fazer reserva! Tudo que é bom é bastante concorrido e O Talho não é exceção. 😉